PESQUISAS

“Seis mil pés acima do homem e do tempo”: a moral da vontade de poder em Nietzsche

Tese apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Doutor ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A presente Tese tem dois objetivos gerais e complementares: 1) defender que a moral nietzscheana consiste num realismo naturalista vinculado a pressupostos ontológicos e epistemológicos pautados pelo valor vital do poder e da dominação, com imediatas repercussões políticas, sociais e culturais, e a partir daí, 2) analisar criticamente algumas das principais correntes interpretativas acerca do sentido metaético e ético da filosofia nietzscheana, quais sejam, a ética das virtudes, o perfeccionismo, o naturalismo e o imoralismo. O objetivo (1) contém a tese geral a ser demonstrada ao longo do trabalho, qual seja, a de que Nietzsche vincula as instâncias da metaética e da ética normativa através do conceito de vontade de poder. Quanto ao objetivo (2) a questão fundamental colocada é o desvio que se impõe à esmagadora maioria dos intérpretes no momento de passar dos pressupostos ontológicos e epistemológicos de Nietzsche à sua moral, evitando sua vinculação radical à vontade de poder e suas consequências políticas. Trata-se não só de colocar esta questão, mas criticar seus pressupostos e expor suas contradições, sobretudo quando a leitura liberal acaba requentando dispositivos ideológicos destruídos por Nietzsche enquanto este assimila determinados elementos naturalistas do liberalismo para seu aristocratismo moral.

Disponível em: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/25294.

 

O “espírito livre” como expressão da liberdade nietzschiana nos marcos da vontade de poder

Adotando uma linha interpretativa mais tradicional e que seria posteriormente quase totalmente abandonada pelo pesquisador (cf. Tese acima), a presente dissertação teve por objetivo geral caracterizar o espírito livre como expressão de uma possível noção nietzschiana de liberdade apreensível através do desenvolvimento da tese da vontade de poder como dinâmica mais elementar da vida. Parte-se das principais desconstruções operadas por Nietzsche a respeito da moral tradicional que o levaram a compreendê-la como moral do rebanho ou escrava, portadora de uma falsa liberdade e de um querer acorrentado por forças ressentidas, para então articular espírito livre e a concepção de liberdade nietzschiana nos marcos da vontade de poder, compondo uma parte propositiva ou positiva da filosofia de Nietzsche. Concluiu-se que a liberdade nietzschiana não é um atributo definitivo, mas constante aquisição e perda, precária, instável, em outros termos, artística, conforme a análise empreendida no terceiro capítulo sobre o problema da ciência (conhecimento e verdade) que Nietzsche enfrenta sob a ótica da arte.

Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/17589.

 

Pedagogia do oprimido e educação antirracista : negro, dialética e cinema

Monografia que busca analisar como é possível uma prática educativa antirracista e decolonial a partir da recuperação dos elementos dialéticos contidos na obra Pedagogia do Oprimido (1968), de Paulo Freire, aplicados ao cinema enquanto recurso didático. Entre os objetivos específicos estão: compreender a dialética (especificamente a de matriz hegeliana/freireana) como crítica da razão moderna; associar o negro ao oprimido, no contexto das desigualdades raciais e sociais, sobretudo na educação; compreender como a perspectiva dialética pode auxiliar na abordagem crítica de conceitos importantes da questão racial; e compreender o cinema em sua dialeticidade e articulação à questão racial, com vistas a sua utilização didática.

Disponível em: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/726/acervo/detalhe/333169.