ARTIGOS

Reflexões sobre a poesia de Paterson

Análise filosófica e estética sobre a poesia do/no filme Paterson (2016), de Jim Jarmusch, articulando diversos conceitos, como acontecimento, sublime, entre outros, e trabalhando com a hipótese de que o filme é metodologicamente monótono tanto na sua forma não linear, repetitiva, quanto na atuação, sobretudo do protagonista, e ainda no próprio estilo dos poemas de Paterson.

Originalmente publicado em Revista Quarup, v.1, n. 1, p. 64-96, 2023: https://casaquarup.com.br/revistaquarup/

 

A filosofia na Pedagogia do Oprimido

O artigo pretende realizar uma aproximação introdutória da filosofia presente na obra Pedagogia do Oprimido (1968) de Paulo Freire. Seguindo o fluxo original da obra em quatro seções, analisa-se como conceitos criados ou utilizados por Freire correspondem a ou dialogam com conceitos de algumas correntes filosóficas, sobretudo, a fenomenologia, o existencialismo, a dialética hegeliana e o pensamento marxiano e marxista em geral. Entre outros temas, também são abordados o cristianismo crítico de Freire, a legitimidade da violência do oprimido, a aderência do oprimido ao opressor (passando rapidamente por alguns conceitos psicanalíticos), a catarse da metodologia. Destaca-se ainda a forte influência sobre Freire exercida pelo filósofo brasileiro Álvaro Vieira Pinto.

Originalmente publicado em Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 35, n. 74, p. 943-969, 2020: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/63371

 

Nietzsche e Wagner: bela música para o fim do mundo

O artigo procura revisitar a filosofia do trágico e a filosofia da música nietzschianas no que elas se interpenetram. Abordamos as associações e rupturas entre Nietzsche, Wagner e Schopenhauer, tentando mostrar um pouco das suas contradições, com ênfase no percurso nietzschiano em direção a uma compreensão possível do belo enquanto “belo trágico”, em razão da importância do elemento dionisíaco para o filósofo. O fio condutor dessa compreensão estética é a música, sobretudo o prelúdio de Tristão e Isolda e sua antítese irônica, Carmen. Para disparar, apoiar e oferecer um exemplo de aplicação artística da discussão, recorremos ao filme Melancholia (2011), de Lars von Trier.

Originalmente publicado em TRÁGICA: Estudos da Filosofia da Imanência, v.13, n.3, p. 141-163, 2020: https://revistas.ufrj.br/index.php/tragica/article/view/38015

 

De ninguém a outrem: dialética e mimese, judaísmo e humanismo a partir de Blanchot e Adorno

O presente artigo procura aproximar os pensamentos de Theodor Adorno e Maurice Blanchot em torno do problema do humanismo. O eixo da conversa entre os filósofos é o que podemos continuar chamando com Marx de “questão judaica”. Parte-se da intuição blanchotiana da indestrutibilidade do homem e do papel do judaísmo na revelação de uma relação exorbitante entre os homens em virtude da presença de Outrem, investigando-se em seguida o papel aparentemente contrário do judaísmo na dialética do esclarecimento de Adorno e Horkheimer. Neste percurso, dois pontos se destacam: a crítica à dialética hegeliana, mas também a reabilitação da dialética como antídoto contra a regressão do esclarecimento; e o potencial humanista retido no conceito de mimese, sobretudo na obra adorniana, o qual também possibilita a ressignificação do judaísmo no âmbito da dialética do esclarecimento.

Originalmente publicado em Griot: Revista de Filosofia, v.21, n. 3, p. 15-34, 2021: https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/2353